segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Continuação: O Evangelho no Coração da Amazônia

2. A ÁREA DA MISSÃO
Tanto a área do Baixo Madeira, como a área do Rio Mamoré têm muitas semelhanças.
2.1. Localização Geográfica
         Como também já mencionamos, as duas áreas de missão se localizam na Amazônia Legal, Estado de Rondônia, município e diocese de Porto-Velho, Guajará-Mirim respectivamente 250 quilômetros (Calama) e 400 quilômetros  (Guajará-Mirim) de Porto-Velho, Capital.
         Calama era a última comunidade de Rondônia na divisão com o Estado do Amazonas e Guajará-Mirim faz divisa com a Bolívia.
         Em Calama nós atendíamos os rios Madeira de Papagaios até a divisa do município de Humaitá, Rio Machado até Dois de Novembro e Rio Preto, até Volta Grande: 18 comunidades.
         Em Guajará-Mirim atendemos, no Rio Mamoré, a comunidade de Sete Ilhas, seu afluente: Rio Pacaas Novos  e seus afluentes: Rio Ouro Preto e Rio Novo: 13 comunidades.
2.2. Localização demográfica:
2.2.1. São áreas extensas: A do baixo Madeira, de mais ou menos 200, quilômetros de rios e a do rio Mamoré 1200 quilômetros de rio.

2.2.2. População escassa: Esparsa e isolada, com pouca densidade demográfica: Baixo Madeira 300 famílias, Rio Mamoré 700 famílias.
2.2.3. Distante, esparsa e, por isso, isolada.
2.3. Localização religiosa abandono religioso:
          Como já mencionamos, esta população recebia a vinda do Padre uma vez por ano, geralmente na festa do Santo Padroeiro da localidade. Era a chamada pastoral de desobriga, ou seja: ocasião para o Cristão cumprir suas obrigações para com Cristo e sua religião, ou seja: batismo, 1ª Eucaristia, confissão, Eucaristia, matrimônio, Crisma.
         Imaginemos que formação religiosa era possível ministrar em uma manhã, ou num dia, em que se ministravam todos estes sacramentos.
         Por isso a maior característica desta religiosidade era a total ignorância religiosa.

2.4. Localização econômica: Economia extrativista e de subsistência:
         Predomina ainda, nas duas áreas a extração da borracha, em pequena escala, a extração da castanha e a produção da farinha de mandioca: culturas dominantes, para abastecimento das cidades vizinhas Porto-Velho, Guajará-Mirim e Bolívia.
         As demais culturas, como, arroz, feijão, milho, são só culturas de subsistência em geral não comercializáveis.
         A absoluta maioria da população e pobre vivendo de até um salário mínimo.
2.5. CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DE GUAJARÁ-MIRIM
Como vimos às duas áreas ribeirinhas tem características gerais semelhantes em sua maioria. Mas a área de Guajará-Mirim tem suas especificidades, que são:
 
1. Índios: População indígena de Guajará-Mirim é composta, aproximadamente de 5 mil índios, entre os que vivem nas aldeias e na cidade. Todos já culturados. Na área da missão temos 10 aldeias indígenas: Cajueiro, Capoeirinha, Tanajura, Graças a Deus, Santo André, Bom Futuro, Pedreira, São Luis, 2 no Rio Negro Ocaia.
 Encontro em Guajara Mirim
2. Rios mais extensos: Como já mencionamos, os 3 rios, da área têm a extensão de 1200 quilômetros para chegar á ultima casa de cada rio demora-se dois dias de viagem em voadeira, 3 a 5 de rabeta.
3. Rios muito sinuosos: As curvas são vizinhas e numerosas. No tempo das cheias (inverno) para encurtar o caminho abrem-se atalhos, que chamam “furos” nas matas.
4. As distâncias entre as casas: São enormes, formando uma população muito disseminada e esparsa. Para se chegar, de voadeira, motor 15, até a última casa de cada rio gastam-se dois dias.
5. Inverno e verão: Uma outra característica decisiva para o planejamento pastoral na missão rios e ramais é, o tempo do inverno e o tempo do verão.
         No verão: Tempo da seca os rios diminuem de volume não permitindo navegação para qualquer tipo de transporte marítimo, o trabalho missionário, na área ribeirinha.
         No inverno: Tempo das chuvas os rios se transformam em igarapés, aumentam de volume, crescendo, normalmente de 10 a 20 metros, permitindo o trabalho missionário.
         Assim sendo, no inverno o trabalho missionário é feito nos rios e no verão é feito nos ramais, estradas, que muitas vezes saem dos rios e se ramificam permitindo acesso a lotes e fazendas.
         O tempo do inverno vai de Dezembro – Janeiro a Maio – Junho
        O tempo do verão vai de Junho – Julho a Novembro – Dezembro portando 6 meses cada um.
6. Casas vazias: Sem apoio do Governo (Ibama, Sedam). Que proíbe tudo, o povo está indo embora. Muita gente vai para a cidade: compras, aposentadoria, vender mercadoria.

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