domingo, 12 de agosto de 2012

Agosto, Mês Vocacional!

O mês de agosto é dedicado à reflexão sobre as vocações em geral. Normalmente a própria liturgia da Palavra de cada dia, em especial a dos domingos, dá o tema principal da reflexão e meditação trazida para alimento do povo de Deus. É costume, neste mês, comemorarmos as diversas vocações a cada semana:
- Primeiro domingo: é o dia das vocações sacerdotais.
- Segundo domingo: é o dia da vocação matrimonial.
-Terceiro domingo: recorda-se a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados.
- Quarto domingo: é o dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida.

Ao participarmos dessas celebrações não podemos nos esquecer da vocação primeira e mais importante de todas: a vocação à vida cristã e, consequentemente, à santidade! Todos somos vocacionados à santidade e fora desse caminho não temos como viver bem qualquer que seja a nossa vocação pessoal.

 
 
 
 

terça-feira, 31 de julho de 2012

M E N S A G E M D A S Á G U A S

17a. SEMANA DO TEMPO COMUM
Dia 29 de Julho de 2011 - Sexta Feira

FESTA DE SANTA MARTA

TEXTOS: 1Jo. 4,7-16
              Jo.11,19-27 

A liturgia de hoje celebra a pessoa, a história e as mensagens de vida de  Santa MARTA.


1. HISTÓRIA DE VIDA

O nome MARTA significa "SENHORA" e ela morava, em Betânia, mais ou menos há três quilômetros de Jerusalém, com seu irmão Lázaro e sua  irmã Maria. 11,1-2  ;  18-20)
   
Estranhamente os três irmãos, apesar de ricos, eram SOLTEIROS, e esta situação causa surpresa e admiração porque o povo Judeu não valorizava a  virgindade nem o celibato, nem via com bons olhos uma pessoa adulta que não fosse casada, com medo de que esta atitude pudesse impedir a encarnação do messias salvador.

Jesus era muito amigo dos três (Jo. 11.5) e esta amizade, bem como a proximidade da casa de Marta, com relação a Jerusalém tornava-a lugar estratégico e passagem obrigatória, tanto antes, na chegada, como preparação para a entrada na cidade, como refúgio e descanso após  suas orações e trabalhos no Templo e, finalmente, como preparação para a viagem de volta, terminada a peregrinação.

Jesus usava também a casa de Marta quando queria ficar a sós com seus Apóstolos e dar-lhes  formação especial e mais aprofundada de sua doutrina, como vemos em Lc.10,38-42; Mc. 4,10-11.

A festa de Santa Marta foi introduzida na hagiologia e calendário católico pelos Frades Franciscanos, em 1262.

Santa Marta é padroeira dos hoteleiros, por ter sido hospedeira de Jesus.
       
2. MENSAGENS DE VIDA

Nas duas visitas de Jesus à casa destes seus amigos, em Betânia, relatadas pela bíblia: (Lc.10,38-42 e Jo. 11,1-57) em que Marta tem papel principal, ao lado de  Jesus, ela nos revela alguns dos traços principais de seu temperamento e personalidade, que podem ser resumidos nestes:

2.1. VIDA ATIVA: Numa das ocasiões em que Jesus usou a casa de Marta para dar uma formação especial a seus Apóstolos, Marta nos revelou um dos traços de seu temperamento que era a decisão, o dinamismo e a vida ativa. Enquanto Maria ouvia Jesus, dando-nos exemplo de vida contemplativa, Marta se preocupava com os trabalhos da cozinha e da casa exigidos pela hospedagem de Jesus e dos Apóstolos. 

Diferente de sua irmã Maria, Marta era mais dinâmica e ativa. Enquanto aquela ficava sentada, ouvindo Jesus,   sem fazer nada, (Jo.11,20) Marta se agitava, cuidando dos trabalhos da casa e da cozinha, exigidos pela hospedagem de Jesus e dos Apóstolos, ou "foi ao encontro de Jesus" (Lc.10,39-4; Jo.11,36). A atitude, que Jesus tomou, nesta ocasião, aparentemente pode ser interpretada erradamente, como uma reprimenda à Marta. Mas não foi uma atitude depreciativa do trabalho e vida ativa. Ao contrário, foi uma atitude pedagógica para nos ensinar  que a vida espiritual e contemplativa não pode ser impedida, nem tem menos   do que a vida e atividade física, ativa e material. "É a melhor parte, que não pode faltar nem nos ser tirada".  Maria sempre sentada, em casa... Marta sempre agitada, trabalhando, indo ao encontro de Jesus... (Lc. 10,38-42; Jo.11,20)

2.2. ESPÍRITO DE SERVIÇO: Nesta e em outras ocasiões de hospedagem de Jesus e seus apóstolos, Marta nos dá exemplo de espírito de serviço, cuidando da casa e de todo o serviço decorrente da hospedagem de Jesus. Certamente era ela a dona da Casa (Lc.10,39) e, como tal,cabiam-lhe os encargos da casa e recepção dos hóspedes .

2.3. HOSPITALIDADE: Nestas duas cenas, também é sempre Marta que  toma a iniciativa de convidar, receber e hospedar Jesus.

2.4. FÉ NO PODER DE JESUS: "Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas ainda agora eu sei que tudo o que pedires a Deus, ele te dará" (Jo. 11,21-22)  Marta está segura de que Jesus é vida e tem o poder de restituir a vida, mesmo que a pessoa tenha morrido.

2.5. FÉ NA RESURREIÇÃO: Marta embora creia na ressurreição, "Sim senhor eu creio que ele vai ressuscitar" se revela meio indecisa quanto as época em que ela vai acontecer  e  foge da resposta direta, quando Jesus lhe faz esta afirmação, com sabor de pergunta, que assim foi traduzida: "Teu irmão vai ressuscitar", mas cuja verdadeira tradução deveria ser:  "Teu irmão não está morto, mas ressuscitado. ESTÁ VIVO!   Marta desconversa e responde fugindo do assunto...."Eu sei que ele vai resuscitar, na ressurreição do último dia !" (Jo. 11,23-24)
Cercando Marta e obrigando-a a corrigir sua indecisão. Jesus continua dizendo: EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA. QUEM CRÊ EM MIM, MESMO QUE PAREÇA MORTO, ESTÁ VIVO ! E TODO AQUELE QUE ESTÁ VIVO E CRÊ EM MIM, NÃO MORRERÁ NUNCA." (Jo.11,25-26)

    2.6. FÉ EM JESUS COMO MESSIAS: Sem manifestar clara convicção na divindade de Jesus, quando acaba de afirmar que é A VIDA, mas revelando com clareza a fé na sua messianidade Marta responde "Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Messias,o Filho de Deus, que devia vir a este mundo (Jo.11,27)
   
    Em outras palavras: Marta tem certeza de que: a ressurreição é um fato. Jesus é o Messias e muito poderoso. Mas ainda, como muitos Judeus, ainda não tem consciência clara e  segura de que a ressurreição é um fato atual, que já acontece imediatamente após a morte, por que Ele, sendo a vida, para quem está unido a Ele,a morte física não existe e é só aparente, O Corpo não morre, se transforma e isto está acontecendo agora, com Lázaro, que, portanto não morreu, mas está vivo.

   Para provar isto Jesus vai ao sepulcro, chama Lázaro e o mostra total e perfeitamente vivo.

   Foi justamente para provar estas três coisas: a RESSURREIÇÃO como um fato imediatamente após a morte SUA DIVINDADE e, também, SEU PODER, que Jesus protelou sua vinda e deixou que Lázaro "morresse" (Jo,11,4-8)

    Este foi o ponto alto, crítico e final dos ensinamentos e da vida de Cristo. Os judeus entenderam perfeitamente o que ele quis ensinar, mas não aceitaram. Se conscientizaram de seu poder de influência no meio do povo (Jo. 11, 47.49) Por isso daí em diante decidiram matá-lo e começaram tramar  sua morte, com medo dos Romanos obrigando  Jesus a se esconder. (Jo. 11,49-57)

    Daí em diante o Evangelho de São João só relata os últimos e mais profundos ensinamentos de Jesus, nos capítulos 12 a 16, que culminam com a Oração chamada Sacerdotal, ou Oração-testamento de Jesus, no capítulo 17 e os fatos de sua prisão, condenação, calvário e morte na Cruz.

   E Marta foi, com Jesus protagonista central de todos este fatos...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

15 de junho: 49º Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero

O 49º Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero é um convite para que todas as paróquias e comunidades intensifiquem as preces e orações pelos sacerdotes do mundo, de modo particular, os da própria Diocese ou Arquidiocese.

Em sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero, o Papa Bento XVI destaca a data como um momento importante para que os sacerdotes intercedam uns pelos outros, reafirmando a unidade da Igreja e sua missão salvífica. 
“Como ministros da misericórdia de Deus, nós sabemos, por isso, que a busca da santidade pode recomeçar sempre através do arrependimento e do perdão. Todavia, sentimos também a necessidade de pedi-lo individualmente, como sacerdotes, em nome de todos os sacerdotes e por todos os sacerdotes". 
"Os sacerdotes, para servirem a Igreja e o Mundo, precisam ser Santos! Não podemos nos santificar sem trabalhar para a santidade de nossos irmãos, e não podemos trabalhar pela santidade de nossos irmãos sem que antes tenhamos trabalhado e trabalhemos pela nossa santidade”, disse o Papa.

Oração pela Santa Igreja e pelo Clero

Ó meu Jesus, Vos peço por toda a Igreja,
concedei-lhe o amor e a luz do Vosso Espírito,
dai vigor às palavras dos sacerdotes,
de tal modo que os corações endurecidos
se enterneçam e retornem a Vós, Senhor.

Ó, Senhor, dai-nos santos sacerdotes;
Vós mesmo, conservai-lhes na santidade.
Ó Divino e Sumo Sacerdote,
que a potência da vossa misericórdia
lhes acompanhe em todos os lugares
e lhes defenda das insídias e dos laços do diabo,
pois ele tenta continuamente as almas dos sacerdotes.

Ó Senhor, que a potência da Vossa misericórdia
quebre e aniquile tudo aquilo
que possa obscurecer a santidade dos sacerdotes,
porque Vós podeis todas as coisas.

Meu Jesus amantíssimo,
Vos peço pelo trinfo da Vossa Igreja,
para que abençoes o Santo Padre e todo o clero;
para obter a graça da conversão
dos pecadores obstinados no pecado;
por uma especial bênção e luz,
Vos peço, Jesus, pelos sacerdotes
com os quais me confessarei durante toda a minha vida.

(Santa Faustina Kowalska)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Corpus Christi

História de Corpus Christi

Corpus Christi é uma festa móvel, que acontece na quinta-feira seguinte ao domingo Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. O nome é uma expressão latina, que significa Corpo de Cristo.

Seu significado é a celebração da presença de Cristo na Eucaristia. Para os católicos, é um dia de orações e da presença indispensável na missa.

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII pela necessidade de reforçar a presença real de Jesus Cristo. Em muitos países, acontecem procissões que percorrem as principais ruas da cidade.

No Brasil, a tradição manda enfeitar as ruas com flores e serragem de cores vivas, que formam desenhos simbólicos.

O resultado é uma festa de cores e formas em homenagem ao corpo de Cristo. Uma tradição religiosa bastante importante.
Corpus Christi em Guajará-Mirim:














domingo, 27 de maio de 2012

Pentecostes

Evangelho (João 20,19-23)

Domingo, 27 de Maio de 2012 


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse:
“A paz esteja convosco”.
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.









 
_Palavra da salvação.

_ Glória a vós, Senhor.



domingo, 13 de maio de 2012

Mamãe


Você que me deu o bem mais precioso: “A vida”
Me esperou com tanto carinho.
Me ensinou os primeiros passos.
As primeiras palavras.
Sua voz doce, cantando cantigas de ninar, me fazendo dormir e sonhar.
Um sonho sereno, tranquilo, sabendo que você estaria ali a me proteger.
Você que lutou, sorriu, chorou.
Mas não deixou a amargura tomar conta de seu coração.
Com você aprendi a ser “gente”
Que respeita “gente”.
Aprendi a ter fé, aprendi a aceitar os defeitos das pessoas.
Aprendi que o amor tem que ser incondicional.
Mãe, que Deus a proteja sempre, te ilumine, te dê forças para continuar sua batalha.
E que eu possa sempre sentir e ter esse amor maior em todos os momentos de minha vida.

Parabéns a todas as Mamães.....

quarta-feira, 25 de abril de 2012

17a. SEMANA DO TEMPO COMUM: 28 DE JULHO DE 2011

TEXTOS: Ex.40,16-21.34-38; Mt, 13,47-53
    INTRODUÇÃO:

   
1. PROCURANDO SENTIDO


Nas reflexões sobre os textos  da liturgia eucarística de ontem já falamos sobre a distinção e diferença entre liturgia e catequese. Por ser um momento celebrativo e não catequético os textos das leituras não têm uma correlação temática. Muitas vezes, aparentemente o texto de uma leitura nada tem a ver com o texto da outra ou do evangelho. É o caso das leituras de hoje.

Nós, que estamos preocupados de estabelecer esta correlação, é que temos que procurá-la, sem forçar, nem mudar o sentido do texto, mas esquecendo, muitas vezes, seu sentido literal e buscar um sentido, frequentemente  escondido, subentendido, ou latente nas entrelinhas. 

É o que temos que fazer para descobrir a ideia força e central da liturgia de hoje.



2. GRANDE SEMELHANÇA


O Evangelho de hoje é em tudo semelhante à parábola do Joio e do Trigo, só tem uma diferença:   lá se faz o julgamento tanto do joio como do trigo. Aqui se menciona só a condenação dos peixes maus. É a partir destas diferenças que se nota como a revelação não se dá fora, mas a partir e determinada por uma realidade concreta e específica. As circunstâncias de tempo, espaço e destinatários dentro e para as quais Jesus dirige a parábola do joio e do trigo e os objetivos que pretende são uns. As circunstâncias em que é contada a parábola da rede. O que Jesus pretende e a quem  quer atingir devem ser outros. Esta pode ser a causa da diferença. Por isso, antes de descobrir o sentido da palavra revelada, deveríamos estudar a realidade-endereço para a qual é destinada e que a determina. É o que chamamos de  dimensão, ou contexto histórico e sociológico da revelação, que não nos interessa agora.



MENSAGEM DO 17o.DOMINGO COMUM


TENDA E REDE


A primeira leitura continuando, a ler o livro de Êxodo, relata como Moisés dirige o término da construção do Templo, conforme as ordens de Javé. Estendeu a tenda sobre ele e dentro dela a arca contendo o documento da Aliança do Senhor com seu povo. Uma nuvem cobriu a tenda e a Glória do Senhor encheu o santuário. O Santuário-tenda era portátil, para que pudesse acompanhar o povo por onde o povo andasse. Presença contínua e inseparável. De dia uma nuvem pairava sobre o Santuário  e à noite se transformava numa chama de fogo. Os judeus só se punham a caminho depois que a nuvem se levantasse. Sem a presença de Deus nada faziam.

O evangelho nos conta a parábola da rede, que os pescadores laçam ao mar e pegam peixe de toda qualidade.  Depois de cheia puxam a rede e, sentados na proa, começam a selecionar os peixes, colocando os bons em cestos e jogando fora os maus. Jesus termina a parábola dizendo que no fim do mundo acontecerá a mesma coisa: uma seleção dos bons e dos maus, sendo os maus lançados num fornalha de fogo.

No final Jesus conta outra parábola comparando todo escriba convertido para seu discípulo, a um pai de família que tira de seu  tesouro coisas novas e coisas velhas.

Que experiência de vida podemos tirar destes dois textos do livro do Êxodo e do Evangelho da Comunidade de Mateus? 

A palavra de Deus é muito rica das mais variadas  experiências de vida. De um mesmo texto podem-se tirar variadas mensagens que iluminam as mais diversas situações de nossa vida.

Para a situação que estou vivendo no momento, os textos que a liturgia de hoje  apresentam, me sugerem  a seguinte mensagem de vida:


1. EMANUEL: DEUS CONOSCO


Para mim o nome que melhor diz quem é Deus é aquele que o próprio Deus disse que o povo lhe daria:  "EMANUEL": "DEUS ESTÁ CONOSCO". "Disse Deus a Acaz: "Pois saibam que o próprio Javé lhes dará um sinal". Uma jovem conceberá e dará à luz um filho,que será chamado " EMANUEL" : Deus está conosco (Is. 7,14).

Quem ama, quer estar junto. Este incompreensível amor de Deus que não o deixa desistir do desejo de estar conosco já vem de longa data: Podemos dizer que já começou na criação, quando ele nos deu a existência e nos fez participantes de seu ser e de sua vida, criando-nos à sua imagem e semelhança: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança...,.E Deus criou o homem à sua imagem. Á imagem de Deus Ele o criou" (Gen.1,26.27).

O filho leva sempre o pai junto  de si, por que tudo o que tem é herança biológica do pai. Assim, criando o homem e cunhando-o à sua imagem, Deus está sempre junto dele


2. O SANTUÁRIO


Desde Moisés Deus já revelou seu desejo de construir um Santuário, para tornar mais visível, real e sensível sua presença no meio do seu povo: "Faça um santuário para mim e eu habitarei entre eles" (povo) (Ex.25,8).

Justamente esta proximidade de Javé é o motivo pelo qual o povo pode se orgulhar e provar perante todas as nações, que seu Deus é Deus verdadeiro: "Que grande nação tem um deus tão próximo como Javé, nosso Deus?!" (Dt.4,7) Esta era, justamente, a característica do povo Judeu, no meio das demais nações: nas demais, os  deuses estão nos seus olimpos. Distantes, desconhecedores e desinteressados dos problemas do povo. O Deus dos Judeus não é um Deus distante, nem indiferente, mas alguém que armou sua barraca ao lado das barracas do povo, o acompanha passo a passo e luta com ele.


3. CRISTO DEUS EM CARNE E OSSO


O Novo Testamento registra um passo à frente neste incomensurável amor de Deus para conosco. No desejo de se aproximar da humanidade,  se fez próximo dos Judeus, no meio do Povo, entre o Povo. Em o Novo Testamento Deus vai mais longe.  No seu projeto de estar perto de nós,  resolve ser um DEUS-NÓS. UM DE NÓS. RESOLVE VIR PESSOALMENTE A TERRA, REVESTIR-DE DE NOSSA CARNE E SER HOMEM COMO NÓS. IDENTIFICAR-SE CONOSCO.... “e a palavra era Deus...E a palavra se fez homem e habitou entre nós". Agora Deus não mora mais em templo  de  pedra, nem em tenda de pano, mas assume nossa carne e se faz gente. Não mora mais NO MEIO , ou ENTRE nós. Mas É UM DOS NOSSOS, UM DE NÓS. (Jo, 1-18) Filho de uma mulher, como nós "Quando, pois, chegou à plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho. Ele nasceu de uma mulher".(Gal.4,4)



4. CRISTO UM DE NÓS


Mas a iniciativa de Deus é mais ousada ainda. Decidido a ir ao infinito de seu amor se decide não apenas a ser um homem a mais, mas SE IDENTICA CONOSCO. TRANSFORMA-SE EM NÓS E NOS TRANSFORMA NÊLE, ao ponto de São Paulo poder dizer: "Eu vivo, mas não sou mais eu quem vive, é Cristo que vive em mim. E esta vida, que agora vivo, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim" (Gl.2,20) "O que desejo e espero é não fracassar, mas agora como sempre, manifestar com toda a coragem a glória de Cristo em meu corpo, tanto na vida como na morte. Pois, para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro" (Fl.1,20-21).

     

5. CRISTO-NÓS: COMUM UNIDADE



Ora, como Cristo é um só, todos os que se identificam com ele se tornam UM, entre si, em comum união (comunhão),  comum unidade (Comunidade). É o que chamamos IGREJA, que não é construção  material, ou pura união afetiva, ou grupo de amizade, de interesses, de ideias e ideais, mas unidade no SER. "Embora sendo muitos formamos um só corpo em Cristo, e, cada um por sua vez é membro dos ouros " (Rm.12,5)  "O pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo?. E como há um só pão, nós,embora muitos,somos um só corpo, pois participamos todos deste único pão" (1Cor, 10,16-17). Foi o que Jesus nos deixou como última oração, sua oração mais linda, a oração chamada sacerdotal a oração-testamento, antes de sua morte: "Eu não peço só por estes (os apóstolos), mas também por aqueles  que vão creditar em mim por causa da palavra deles, (e entre estes, nós) para que todos sejam um, como tu Pai estás em mim e eu em ti. E para que “TAMBÉM ELES ESTEJAM EM NÓS,...PARA QUE ELES SEJAM UM COMO NÓS SOMOS  UM. EU NELE E TU EM MIM PARA QUE SEJAM PERFEITOS NA UNIDADE.... E EU MESMO ESTEJA NELES" (Jo. 17,20-26).

A missão e função desta igreja é missionária: convidar, arrebanhar, e dar chance a todos, COMO UMA REDE. Para levar todos à salvação, pela fé em Cristo e seu evangelho. Mas este convite não pode ser coação, nem obrigar quem quer que seja  a aderir à fé, uma vez que esta tem que ser opção pessoal, consciente e livre a Cristo, e à comunidade, sua Igreja. Por isto, como numa rede, na Igreja sempre será comunidade de bons e maus, santos e pecadores, fazendo-a, também e por isso, santa-pecadora. 

Mas a Igreja também, com razão, pode ser comparada à ARCA, que continha dentro de si o documento da aliança: as TÁBUAS DA LEI. A Igreja é  depositária e guardiã do EVANGELHO: CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é Cristo. Critério do bem e da verdade, que nos julga e deve ser desde já, como o será definitivamente depois da morte, o critério que nos indica o bem e o mal, o bom e o mau, ajudando-nos a saber separar o bem do mal, os bons dos maus, a quem escolher e a  quem seguir. 



6. O PAN-CRISTIANISMO, OU CRISTIFICAÇÃO UNIVERSAL-CÓSMICA


Mas o que estamos cada vez entendendo melhor é que Jesus, se encarnando, não se identifica só com a humanidade, mas com toda a criação, por que toda a criação é obra de Deus, foi criada e redimida por ele e, portanto, é FILHA DELE e NOSSA IRMÃ. ASSUMINDO NOSSA CARNE, CRISTO ASSUMIU TODA A NOSSA REALIDADE, NOSSO TEMPO, NOSSA HISTÓRIA. Revelando a integralidade do ser humano, que não é só corpo e matéria, nem só espírito e vida moral, espiritual, mas  tudo isto ao mesmo tempo, mais tempo, história, acontecimento. TEMPLO É, POIS, O MUNDO, A NATUREZA, O COSMOS. É isto que obriga o ser, a vida humana, a igreja e de toda a criação  ser DIÁLOGO, EM COMUNHÃO UNIVERSAL, CÓSMICA. E é POR ISSO QUE NADA RELACIONADO AO SER HUMANO  PODE SER PENSADO, INTERPRETADO E FALADO a não ser em relação com esta sua TOTALIDADE e nesta totalidade, COM CRISTO. Foi este processo que Teilhard Chardin classificou como CRISTIDIFICAÇÃO UNIVERSAL.

Esta consciência revoluciona todo o conceito de Encarnação, Igreja e tudo o que vimos nesta reflexão ......   



PARA SE QUESTIONAR



1. Nós, PRINCIPALMENTE se moramos AS MARGENS DOS RIOS, CERCADOS DE MATA, estamos aproveitando este ambiente   extremamente favorável à oração, à meditação e à experiência de deserto, para experimentar a presença de Deus ?

 

2. Estamos conscientes desta identificação de Cristo com todos os seres e esta consciência alimenta em nós profundo respeito para com todos os seres? 



3. Estamos conscientes de que mais importante do que a igreja material, como lugar de oração e recepção de sacramentos  é a Igreja-comunhão e comunidade?



4. A consciência de Igreja-comunidade nos está levando à participação ativa na mesma e à promoção da fraternidade?

 

5. Cremos na Cristificação de todos seres, ou que tudo está em relação e comunhão com o cosmos  e procuramos pautar nosso modo de ver, pensar e viver por esta fé ?



O R A ǠàO



SENHOR! TEU AMOR POR NÓS E POR TODAS AS CRIATURAS É TÃO GRANDE QUE FIZESTE TUDO PARTICIPAR DE TUA VIDA. E NÃO CONTENTE COM ISTO, ARMASTE TUA BARRACA AO LADO DA NOSSA, VIESTE AO MUNDO, PARA SER UM DOS NOSSOS, IDENTIFICANDO-SE CONOSCO E QUERENDO QUE NOS IDENTIFICASSEMOS CONVOSCO, TORNANDO-NOS UM COM OS IRMÃOS, E COM AS CRIATURAS COMO ÉS UM COM O PAI. ESTA É UMA REALIDADE QUE ULTRAPASSA NOSSO ENTENDIMENTO E MUDA TOTALMENTE NOSSO MODO DE VER, PENSAR E TODO O NOSSO COMPORTAMENTO. PEDIMOS SUA AJUDA, PARA QUE CONSIGAMOS TER ESTE MODO DE PENSAR E AGIR, PARA QUE POSSAMOS TORNAR REALIDADE TUDO ISTO QUE CREMOS. AMÉM!

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M Ã E    R I B E I R I N H A    R O G A I     P O R    N Ó S!